Militares na mira do governo traidor
06.Dez.2016

“Quem vive para proteger merece respeito para viver”

Admitindo ser uma falácia a promessa de que os militares estaduais ficariam fora da Reforma da Previdência, o governo federal apresenta um novo pacote de maldades contra os servidores militares.

 Ao contrário do que foi noticiado por alguns veículos de imprensa, a categoria militar não será excluída da Proposta de Emenda à Constituição 287/2016 (PEC).

As novas regras são um golpe fatal na carreira militar e sepultam grandes conquistas da classe, conseguidas com o suor e o sangue dos policiais e bombeiros militares estaduais, e acaba com o pacto de gerações.

Uma análise preliminar da referida PEC mostrou que, caso a proposta seja aprovada, terá consequências desastrosas para estes profissionais.

O texto tira uma série de benefícios adquiridos, a saber:

- Põe fim à paridade entre ativos e inativos;

- Extingue a aposentadoria integral em decorrência de reforma por  incapacidade;

- Determina a extinção do Instituto Próprio de Previdência dos Servidores Militares (IPSM);

- Acaba com a pensão integral das pensionistas, passando ao limite de até 50%, podendo ser acrescido em mais 10% por filho menor de idade até o limite de 70%. Em linhas gerais, ao adquirirem, os filhos,  a maioridade, perde-se os 20%.

- Extingue, ainda, a contagem de tempo de contribuição fictícia;

- Acaba com o auxílio invalidez;

- A recomposição salarial para os inativos e pensionistas (pelo fim da paridade) será a inflação.

- E o pior deles: cria uma nova regra de transição, para os atuais policiais e bombeiros militares que devem ter, pelo menos, 55 anos de idade para se aposentarem. Exemplo: PMBM ingressou na PM com 18 anos, trabalhou por 30 anos = 48. Portanto irá trabalhar por mais 07 anos. Em linhas gerais, aumenta nosso tempo para 35 anos de EFETIVO serviço. Assim, extingue o direito à aposentadoria aos 30 anos de efetivos serviços. As medidas se aplicam de imediato, nas instituições PM e CBM, e que se encontram no serviço ativo.

Para os novos policiais e bombeiros que ingressarem após a promulgação de Emenda Constitucional, só será transferido para a Reserva quem tiver 65 anos de idade e no mínimo 25 de contribuição previdenciária para o Estado.

- Não será admitida “averbação” de INSS.

Diante deste novo cenário, a diretoria da Aspra/PMBM estará em Brasília (DF) a partir desta quarta-feira, 07/12 para reunir-se com as demais entidades de classe de âmbito nacional (CNCG, FENEME, ANASPRA, ANERMB, LIGABOM, AMEBRASIL).  

“O objetivo é preparar, para o próximo dia 14/12, uma grande mobilização na capital federal para demonstrar a insatisfação da categoria, e se for o caso, insurgir contra esse governo hipócrita, mentiroso, covarde e que não merecesse nosso respeito”, esclarece sargento Bahia.

O presidente da Aspra/PMBM convoca a todos para ombrearem nas ruas e mostrarem a indignação. De acordo com ele, é hora e momento de sair das redes sociais, dos “zap zaps” e ir para as ruas.

“Nunca antes na história fomos tão ultrajados por um governo traidor e mentiroso. Não abriremos mão das nossas conquistas sem lutar com todas as forças. Contamos com todos os militares do país para impedirmos que este pacote de maldades seja aprovado”, disse o presidente da Aspra/

PMBM.

A presidência da associação informa ainda, que haverá ônibus partindo com caravanas da capital e interior rumo à Brasília.

De acordo com Bahia, é passado o momento da agitação restrita às redes sociais e aplicativos de mensagens. “A ameaça é real, próxima, e só pode ser combatida com manifestação e união dos militares, que devem ir às ruas”, alertou.

“Só reverteremos este quadro se tornarmos o Brasil um País ‘ingovernável’. Não somos massa de manobra, somos sim militares, mas se eles perdem o respeito para conosco, não devem também merecer nosso respeito. A guerra foi declarada, se for preciso, instalaremos o caos: greve geral das Polícias e Corpos de Bombeiros no Brasil”, concluiu o presidente da Aspra mineira.

O diretor da Aspra/PMBM, Subtenente Héder Martins, em vídeo, fala sobre o tema.

Confira:

O Comandante Geral da PMMG e presidente Do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais (CNCG), coronel Marco Antônio Bianchini, também se pronunciou a respeito da PEC 287, que versa sobre a Reforma da Previdência, e comenta a retirada de direitos dos militares estaduais.

Assista:

 

 

2 comentários

  • Link do comentário Edson Porto 07.Dez.2016 Edson Porto

    Estou disposto a qualquer coisa para defender a nossa causa.

  • Link do comentário Facioédino Leite de Oliveira 06.Dez.2016 Facioédino Leite de Oliveira

    Parabéns Sr. Cmt, pela atitude e postura de Vossa Excelência. Não podemos ceder a este Governo, direitos devem ser mantidos, ajustes se houver negociaremos. Pois acordar de madrugada, ficar longe da família, trabalhar aos finais de semana, feriados, garantir que os outros curtam suas festas, nesta hora somos procurados e depois descartados. Chega, tem de mudar isto. Confiamos em Vossa Excelência para defender os nossos direitos ora conquistados com muita luta.

    Que Deus o abençoe e o ilumine.

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