Previdência em Pauta: Rádio Itatiaia entrevista presidente da Aspra
10.Abr.2017

O presidente da Aspra/PMBM, sargento Bahia, concedeu entrevista à Rádio Itatiaia nesta segunda-feira, 10/04. O tema tratado foi a Reforma da Previdência, principalmente os aspectos que envolvem os militares estaduais.

Previdência em Pauta: Rádio Itatiaia entrevista presidente da Aspra Raquel do Carmo

Na oportunidade, Bahia falou à repórter Edilene Lopes que a Aspra/PMBM, bem como outras entidades representativas da classe militar, farão forte oposição em âmbito estadual e federal em relação à tentativa de unificar o sistema previdenciário.

Em Minas Gerais, os servidores contam com dois sistemas de previdência: o Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM), exclusivo para essa categoria militar, e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), que abarca o restante do funcionalismo público.

“Nós, policiais e bombeiros militares estaduais, temos uma condição diferenciada porque a natureza da profissão é muito arriscada e desgastante dos pontos de vista físico e psicológico. Acidentes em serviço são muito comuns. Frequentemente militares que se envolvem em confrontos com bandidos precisam de socorro rápido. Por isso, não abrimos mão da manutenção de sistema previdenciário próprio”, enfatizou Bahia.

Aprofundando este raciocínio, Bahia também lembrou que atualmente o país vive um cenário de guerra: são 60 mil pessoas mortas anualmente. Nem os policiais escapam das estatísticas e a violência contra estes profissionais é alarmante. Os números colocam o Brasil em primeiro lugar no ranking dos países com maior taxa de homicídios de policiais ao ano. Somente em 2016, mais de 500 morreram em decorrência do serviço.

Por outro lado, os policiais são privados de diversas regalias e direitos sociais. Esta categoria não conta com feriados, festas em família ou fins de semana, já que devem estar à disposição nas 24 horas de cada um dos 356 dias do ano.

Também os direitos sociais que possuem os demais servidores não são aplicáveis aos militares: esta classe profissional não possui fundo de garantia, acerto rescisório, PIS, PASEP e nem mesmo seguro desemprego.

“Sou contra a Reforma da Previdência, da forma como está sendo proposta. O texto coloca todos os trabalhadores do Brasil, em especial os militares, em uma condição de escravidão. Vamos considerar um fato hipotético: a pessoa inicia a vida produtiva aos 18 anos. Se ela trabalhar os 49 anos previstos na Reforma, estará apta a se aposentar com quase 70 anos. Isto é, se esse quase meio século for trabalhado de forma ininterrupta”, argumentou o presidente da Aspra.

Sargento Bahia também destacou que a Aspra/PMBM fará pressão na capital federal e também no estado de Minas Gerais para que não ocorra nenhuma perda relacionada ao sistema previdenciário. “Pela Previdência brigaremos muitos e faremos a guerra necessária”, finalizou.

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