Assalto a caixas eletrônicos é tema de audiência pública
02.Mai.2017

O presidente da Aspra/PMBM, sargento Bahia, compareceu na manhã desta terça-feira, 02/05, a audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A finalidade foi debater o grande número de explosões e roubos a caixas eletrônicos, especialmente na região sul de Minas Gerais.

 

Presidente da Comissão de Segurança Pública daquela Casa, o deputado estadual Sargento Rodrigues explanou sobre a dificuldade que os policiais militares enfrentam em seus cotidianos profissionais. De acordo com o parlamentar, as condições de trabalho são ruins, já que os policiais atuam, muitas vezes, com coletes e munições vencidas, viaturas sem manutenção e efetivo inferior ao que se considera ideal.

Rodrigues apontou que, nos últimos dois anos, houve uma grande queda nos valores para custeio e investimento repassados à Polícia Militar de Minas Gerais. Somados os valores dos exercícios de 2015 e 2016, foram 223 milhões de reais a menos que nos anos anteriores.

No que diz respeito ao tema da reunião, o também deputado estadual Dalmo Ribeiro apresentou dados relativos à atuação criminosa de quadrilhas especializadas em assaltos a bancos nos municípios mineiros. De acordo com informações da PM, somente em 2017 foram 38 ações deste tipo, ou seja, uma a cada dois dias. Em 2016, esta modalidade de ação criminosa superou o total de 193 ataques ocorridos em 2015.

Por conta deste cenário marcado pelo clima de insegurança, explica o deputado, muitas instituições financeiras, principalmente no interior do estado, fecharam postos de serviços, deixando o atendimento aos clientes a cargo dos comerciantes locais.

Especificamente no Sul de Minas Gerais, a situação é preocupante. Quase 60% das cidades foram alvos de ataques desta natureza. Por consequência, a Caixa Econômica reduziu o horário de funcionamento de 14 agências que funcionam naquela região. O banco mais visado foi o Banco do Brasil, seguido por caixas eletrônicos do Bradesco e Caixa Econômica.

O prefeito da cidade de Andradas (MG), também presente, falou sobre as dificuldades de custeio que o município enfrenta. De acordo com ele, é preciso retirar quantias do caixa do município para consertar viaturas, colocar gasolina e outros gastos necessários para manter a Polícia Militar atuante.

Segundo o presidente da Aspra/PMBM, faltam recursos e estrutura para empoderar os policiais com equipamentos. “Minas Gerais vive um ‘novo cangaço’ que vem de outros estados, já que as nossas fronteiras estão abertas. Faltam muitos recursos para equipar as nossas polícias. Nós, militares, sofremos com esta situação e a população também. Há anos o estado trata a pasta da segurança pública com descaso e, assim, o crime avança.”, denunciou.

Ainda de acordo com sargento Bahia, a situação só não está pior porque os policiais militares e civis fazem um excelente trabalho, ainda que sem o respaldo necessário dos outros atores da segurança pública.  

A título de exemplo, o presidente da Aspra/PMBM citou uma ocorrência em Frei Inocêncio (MG) realizada no último fim de semana: “ouvimos relatos de que os bandidos chegaram ao local de assalto e dispararam vários tiros de metralhadora contra os policiais, que ficaram sem ter como reagir na hora. No entanto, a postura séria, o profissionalismo e o comprometimento com a sociedade, por parte dos militares, foram decisivos para a elucidação do crime”. O presidente da Aspra/PMBM também defendeu a atuação conjunta entre Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público. 

A promotora do Ministério Público, Dra. Cássia Virginia, declarou que a situação é prioridade e apontou que o órgão está aberto para ações em parceria com as Polícias Militar e Civil. Também na mesma linha, o Subsecretário de Segurança Pública, Cel QOR Marcelo Vladimir Correia, apontou que existe uma área especializada em crimes desta natureza e que a busca por uma solução é urgente.

Participaram da audiência pública, ainda, o deputado estadual Antônio Carlos Arantes; representantes de entidades representativas da classe militar; e o representante do chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, João Octacílio Silva Neto. A Polícia Militar de Minas Gerais não mandou representante.

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