Presidente da Aspra acompanha sepultamento de PM morto por bandidos
11.Jul.2017

Sargento Bahia, presidente da Aspra/PMBM, e os diretores da associação – Subtenente Renato, Cabo Alexander e os sargentos Dargísio e Patrick - estão no município de Manhuaçu (MG) nesta terça-feira, 11/07, para acompanhar o velório e sepultamento do Cabo Marcos Marques, que foi baleado fatalmente ontem, durante ocorrência de assalto a banco. Um vigilante da agência bancária também foi morto pelos criminosos, que estavam fortemente armados.

Além de prestar apoio e solidariedade à família e amigos do referido militar, a presidência da associação está indignada e quer provocar o poder público, mostrando que o descaso com a segurança pública produz consequências danosas e irreversíveis.

“Estamos enterrando o nosso companheiro, mas o seu sangue não foi em vão. A partir de hoje, intensificaremos a luta por mudanças na legislação. Cobraremos das autoridades, de forma mais enfática, investimentos adequados na pasta da Segurança Pública”, declarou Bahia.

Segundo o presidente da Aspra/PMBM, a falta de recursos e estrutura torna frágil a atuação do policial militar, que atua na linha de frente no combate à violência desenfreada. No Brasil, a taxa anual de mortes ultrapassa os 60.000. Ainda de acordo com Bahia, a Polícia Militar é o único segmento que faz o enfrentamento, enquanto muitos atores do sistema não encaram essa luta diária com o mesmo afinco.

“Se o Judiciário tivesse um trabalho mais focado, no sentido de reprimir a ação delituosa, certamente esses bandidos não teriam matado o militar. Todos os suspeitos do crime têm vasta ficha criminal e histórico de detenções”, denunciou.

Assim, acrescenta sargento Bahia, por falta de uma atuação estatal mais forte e incisiva, os policiais militares estão sendo abatidos pelas mãos dos marginais. “Obviamente o Estado falha, mas uma atuação mais assertiva do Ministério Público e da Polícia Civil poderiam minimizar o problema.”

Bahia aponta que o bandido cresce na escala da periculosidade quando não sente a “mão forte” do Estado para inibir as ações criminosas. “Os bandidos começam por delitos menores e os seus atos vão se agravando gradativamente, principalmente devido à impunidade. Por isso, organizaremos movimentos focados no endurecimento da lei e na diminuição drástica da impunidade”, concluiu o presidente da Aspra.

 

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