Trabalhadores da Segurança Pública vão às ruas em protesto contra o desrespeito do Governo
16.Dez.2017

A Aspra/PMBM, aliada a outras associações da classe da segurança pública, bem como aos parlamentares Sargento Rodrigues e Subtenente Gonzaga, organizou um grande ato reivindicatório na região central de Belo Horizonte ontem, 15/12.

Unidos contra a política estadual do atual Governo, policiais e bombeiros militares, agentes penitenciários e policiais civis fecharam a Praça Sete durante algumas horas dar visibilidade à insatisfação da categoria.

Os profissionais da área pleiteiam a volta do pagamento integral no quinto dia útil; reposição das perdas inflacionárias, investimentos adequados para a pasta da Segurança Pública; respeito com a classe; e reajuste salarial.

“O Governo conhece muito bem a nossa capacidade de união e luta. E nós vencemos. Enquanto o governador apostou em nossa fragilidade, nós demonstramos capacidade de reação e mobilização”, declarou o presidente da Aspra/PMBM, sargento Bahia.

Bahia ainda denunciou o fato de que, até um dia anterior ao movimento, o Governo ainda não havia sinalizado o pagamento do 13º salário. No entanto, talvez como forma de desmobilizar os servidores, anunciou que o benefício será quitado em duas parcelas.

“Mais uma vez a nossa pressão funcionou. Nós sabemos que somente com luta, nas ruas, é que conseguimos vencer. E no próximo dia 20 de dezembro, no Clube dos Oficiais, pretendemos levar 10 mil pessoas para uma grande assembleia, onde cobraremos o respeito que merecemos e precisamos para desempenhar as nossas atividades”, discursou.

Durante os protestos, foram queimados caixões e o trânsito ficou parado por algumas horas e a manifestação contou com a adesão de populares que circulavam pelo centro da capital mineira. A categoria permanece mobilizada pela garantia dos direitos conquistados.

Comandante-Geral da PMMG denigre o movimento

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o Comandante-Geral da PMMG, Cel Helbert Figueiró de Lourdes, fez a infeliz declaração de que os servidores que foram às ruas são “baderneiros” e que os presidentes de entidades de classe não precisam do salário que recebem de suas corporações, entre outras falácias.

Sobre o lamentável episódio, Sargento Bahia argumenta que a classe entende o momento de dificuldade financeira pelo qual passa o Estado de Minas Gerais mas que, por outro lado, a categoria está desgastada, principalmente no que diz respeito à questão salarial.

“O que nós estamos cobrando – pagamento em dia e quitação do décimo terceiro – são direitos. Não queremos vantagens, o que exigimos é básico para desempenharmos as nossas funções que não são fáceis, exigem total comprometimento e muitas vezes a nossa própria vida”, argumentou.

O presidente da Aspra/PMBM lamentou a fala do Comandante. “Se hoje Vossa Excelência tem uma situação financeira boa, é porque esses baderneiros irresponsáveis estavam na luta há muito tempo e garantiram aos militares mineiros um bom padrão remuneratório.”

Bahia ainda lembra que, quando o governador Fernando Pimentel assumiu, não havia parcelamento de salários, falta de repasse ao Instituto de Previdência, entre outros prejuízos. “E foi justamente esse governo que o Comandante-Geral tanto defende que nos colocou nesse estado de calamidade. Irresponsável é a atual gestão do estado que nos deixa vulneráveis e inseguros”, finaliza.

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