Operação Fênix: policiais civis desrespeitam e caluniam os militares
28.Dez.2017

Matéria divulgada pelo Jornal Estado de Minas nesta quinta-feira, 28/12, aborda a Operação Fênix. Entrevistados pela reportagem, dirigentes de sindicatos da Polícia Civil e a própria Chefia da instituição declaram ter havido “abusos” e até usurpação de função por parte dos policiais militares que cumpriram os mandados de prisão. Entre os 136 detidos, estão 57 policiais civis.

Diante desse absurdo e da falta de respeito para com os profissionais da Polícia Militar, a presidência da Aspra/PMBM vem, por meio desta nota, tornar público o repúdio em relação à postura da corporação coirmã. 

Todo o trabalho desenvolvido pelos militares no decorrer da Operação Fênix aconteceram conforme manda o protocolo. As ações foram coordenadas pelo Ministério Público, cabendo aos policiais militares apenas o cumprimento da ordem judicial, ou seja, agiram conforme a obrigação exigida pelo cargo que ocupam.

“A ação que o MP desencadeou é legítima, determinada pelo Poder Judiciário. A Polícia Militar atua como cumpridora da ordem concedida pela Justiça, ou seja, não foi ela quem determinou as prisões”, esclarece o presidente da Aspra/PMBM, sargento Bahia.

Ainda na mesma reportagem, há a alegação por parte dos Policiais Civis de que o cumprimento dos mandados poderia acarretar na desarticulação de forças-tarefas conjuntas das forças de segurança. Um gesto de imaturidade que tenta retaliar a Polícia Militar por fazer a sua obrigação e prejudica a toda a sociedade, que é o destinatário final do trabalho exercido pelos policiais e clama por segurança pública de qualidade .

“Não será uma atitude como essa que vai inibir a ação da Polícia Militar, tampouco vai arrefecer a nossa parceria com a Polícia Civil. Mas não ficaremos reféns de retaliações. A Aspra/PMBM reitera o seu compromisso com a defesa dos interesses da classe militar e estamos prontos para defender a nossa categoria”, aponta Bahia.

Sargento Bahia esclarece que o trabalho feito pelas Polícias Militar e Civil é de parceria, considerando que existe um contato direto e corriqueiro. “O que nós esperamos é reciprocidade por parte da Polícia Civil. Temos que estar unidos no combate à criminalidade que acaba com o sossego da sociedade mineira”, argumenta.

No entanto, diante de denúncias de que os policiais militares estariam sofrendo retaliações diversas, inclusive nas próprias delegacias, o presidente da Aspra/PMBM coloca a associação à disposição para defendê-los e garantir as suas prerrogativas.

“Caso exista prática delituosa ou tentativa de inibir nossas atuações, denunciaremos na Justiça, no Ministério Público e na Corregedoria da Polícia Civil”, informa o presidente da Aspra/PMBM.

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