Em defesa do IPSM, militares realizam ato público
05.Fev.2018

Policiais e bombeiros militares da capital e interior do estado fizeram um ato público na manhã desta segunda-feira, 05/02, em frente à sede Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM). O movimento foi organizado pelos parlamentares Sargento Rodrigues e Subtenente Gonzaga em conjunto com os presidentes da Aspra/PMBM, CSCS, Ascobom e Ámem, com o objetivo de cobrar explicações a respeito do cancelamento de convênios e falta de repasse dos valores devidos pelo Estado para custeio da saúde da categoria.

De acordo com o Diretor-Geral do IPSM, Cel Vinicius Rodrigues, cerca de 10 convênios foram cancelados em Minas Gerais nos últimos meses. Esses são apenas os dados oficiais. Na prática, outras dezenas de médicos e clínicas não atendem mais os segurados devido à falta de pagamento.

Em relação à dívida do Governo do Estado com o Instituto, são quase 3 bilhões de reais de obrigações patronais (referentes aos 16% de obrigação do estado) que não foram repassados ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares. Detalhadamente: R$ 1.741.973.466,04 de contribuições patronais da PMMG; R$ 177.497.386,63 de contribuições patronais do CBMMG; o saldo devedor do Tesouro Estadual ao Promorar é de R$ 970.306.312,07; e R$ 24.737,63 de cotribuições patronais da SEPLAG, totalizando exatos R$2.889.801.902,03 de recursos não repassados.

De acordo com o presidente da Aspra/PMBM, sargento Bahia, é preciso zelar pelo bem estar e saúde dos policiais militares e suas pensionistas, uma vez que são eles que estão no front do combate à criminalidade e são os responsáveis pela segurança da população, muitas vezes com o sacrifício da própria vida.

Assim, quando são vítimas dos riscos inerentes à profissão, atualmente esses militares, especialmente no interior do estado, não têm a cobertura necessária do sistema de saúde.

“Infelizmente, esse governo quer a todo o momento desestabilizar a nossa categoria: parcela os nossos salários, não reajusta os vencimentos nem repõe as perdas inflacionárias e agora enfraquece a nossa saúde e o nosso patrimônio, que é o IPSM”, denuncia Bahia.

E completa: “nós temos um legado de lutas e vamos continuar o embate até que a situação, principalmente dos convênios, seja regularizada. Novos atos públicos serão organizados até que o problema seja efetivamente solucionado”.

 

 

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